quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Poesia é Fernando Pessoa!




Já não me importo

Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.

Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei

Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,

Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,

Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.

E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz.



Fernando Pessoa







sexta-feira, 18 de novembro de 2011


Quando tinha 10 anos gostava muito de declamar poesias, ficava sempre orgulhosa quando todos ficavam me escutando, e sempre gostei de poesias que causasse impacto e transmitisse reflexão de alguma forma.
Buscando um poema para enviar ao um amigo, encontrei a primeira poesia que declamei em publico, que casualmente era o dia que meu querido padrinho estava presente, nunca vou esquecer seus olhos cheios de lagrimas, quando vi sua emoção tive a certeza que escolhi a poesia certa.
Ele era um pastor da igreja Luterana, com profunda relação com Deus e pela humanidade.
Hoje depois de 4 anos de sua morte, presto esta homenagem a ele, tenho certeza que de onde estiver vai lembrar deste lindo momento em nossas vidas! segue a bela poesia:






S.O.S DE UM POETA
Senhor!...
Escuta o grito, aflito, desesperançado do poeta apaixonado, exaltador da beleza.
O que vai fazer o poeta?
Quando o motivo de sua grandeza vira miséria, agressão?
Ouvindo as gentes das ruas, parques, das construções, monta poemas perfeitos, ritmados, leves, consistentes.
Transfigura a realidade, para que o leitor exausto possa ser gente outra vez.
O que vai fazer o poeta?
“essa gente sem graça”
Só fala em penúrias, fome, desilusão?
Seguir outras gentes, dotadas de astucia, sagacidade:
E beber de seu conteúdo?
Para da fome tirar a poesia, da miséria valores nobres.
A revolta não entender, a plebe deixar que chore...
O que pode fazer o poeta?
-“afinal, ninguém tem culpa, é o destino dos desgraçados!...”
Abafar sentimentos quiméricos?
Dormir... Gritar... Escrever... Para quem:
Palavras não mudam rumos,
Não acalmam contrações da fome,
Não tapam frestas de barracos,
Não imunizam das doenças.
O que pode escrever o poeta?
-“Palavras só podem, quando em cantigas de ninar... Acalmam os inocentes indefesos”...
- E é de palavras, senhor o nosso acordar diário!
E este corpo perecível com o qual nos dotastes.
Senhor, responde!
Como mante-lo?
No frio, na sede, na dor:...

                               Mariza de Rose



domingo, 13 de novembro de 2011

Capas de Romances

Sempre adorei as capas daqueles romances de meninas adolescentes, confesso que algum tempo atras cheguei a ler hehehe hoje porem prefiro os romances mais clássicos, mas continuando achando lindo a arte de capa destes livros.
Abaixo algumas que encontrei na internet:











sábado, 12 de novembro de 2011

Sonetos (Vinícios um poeta Apaixonado)


Soneto

Que hei de fazer de mim, neste quarto sozinho
Apavorado, lancinado, corrompido
A solidão ardendo em meu corpo despido
E em volta apenas trevas e a imagem do carinho!

Defendido, a me encher como um rio contido
E eu só, e eu sempre só! Ó miséria, ó pudor!
Vem, deita comigo, branco e rápido amor
Risca de estrelas cruéis meu céu perdido!

Lança uma virgem, se lança, sobre esse quarto
Fá-la que monte no teu sórdido inimigo
E que o asfixie sob o seu púbis farto

Mas que prazer é o teu, pobre alma vazia
Que a um tempo ordenha lágrimas contigo
E outras enxugas, fiéis lágrimas de agonia!

Vinicius de Moraes




 Soneto da Separação


De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma 
E das bocas unidas fez-se a espuma 
E das mãos espalmadas fez-se o espanto. 

De repente da calma fez-se o vento 
Que dos olhos desfez a última chama 
E da paixão fez-se o pressentimento 
E do momento imóvel fez-se o drama. 

De repente, não mais que de repente 
Fez-se de triste o que se fez amante 
E de sozinho o que se fez contente. 

Fez-se do amigo próximo o distante 
Fez-se da vida uma aventura errante 
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes

 






Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes










sexta-feira, 11 de novembro de 2011

É preciso... continuar a acreditar!

Quando a vida esta cinza, cheia de problemas e decepções, coloque uma musica com uma letra que fale exatamente o que você precisa escutar, e lembre-se que no mundo da imaginação, fantasia e Internet tudo é possível! então aqui é possível acreditar que o romance ainda existe!






É preciso / Próxima parada:
É preciso falar dos amigos
É preciso falar de nós dois
É preciso falar de estar vivo
E do que nos espera depois.
É preciso falar de carinho
É preciso falar de calor
E ouvir sua voz na batida
Contando segredos.
É preciso falar
É preciso falar, hey, hey.
É preciso falar da saudade
É preciso falar da paixão
É preciso falar de ser livre
E querer segurar sua mão.
É preciso brindar o destino
É preciso gritar começou.
Se jogar nessa dança da vida
Sem medo do escuro
Impossível não falar de amor.
É preciso falar
É preciso falar, hey, hey.
É preciso falar
A verdade
É preciso falar, hey, hey.
Cada vida tem a sua estrada
Acredite no poder das palavras
Diga assim, essa noite vem
Deixa o sol nos levar
Deixe os planos, a próxima parada.
É preciso falar
É preciso falar, hey, hey.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Soneto 17 é puro romance!




Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

  Willian Shakespeare

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Um foco... Romantismo

Decidi escutar o conselho de um amigo virtual que tem um relativo sucesso em suas postagem na internet, e determinar um foco para o meu blog pessoal,  já que o profissional (propaganda e sustentabilidade) esta com o foco desde sua criação. A ligação do conselho recebido com minhas diversas decepções amorosas, com meus sonhos perdidos e tentativas fracassadas, me levou a conclusão que devo cultivar meu lado romântico e sonhador pelo menos no mundo virtual, onde é possível ter foco, dedicação e quem sabe encontrar alguém que pense como eu sobre as relações humanas.
Vou dedicar o meu blog aos mais lindos contos de amor, as mais belas frases românticas, vou ser piegas, vou ser sonhadora, vou exaltar o belo, o amor, a poesia, ou seja tudo que hoje em dia não se encontra mais nas relações de amores líquidos.
Aqui neste espaço virtual vou mostrar todo meu lado romântico, já que na vida real o romantismo esta ultrapassado e as pessoas nem querem falar sobre o assunto.
A partir desta postagem esta blog tem seu foco: ROMANCE, AMOR, SENTIMENTO!!!!!



Este amor em botão, depois de amadurecer com o hálito do verão, pode se mostrar uma bela flor quando nos encontrarmos novamente.” – Julieta